Reprovação expressiva na disciplina de contabilidade de custos: quais os possíveis motivos?

  • Iasmini Magnes Turci Borges
  • Aline Santos
  • Katia Abbas Professora da Universidade Estadual de Maringá
  • Kelly Cristina Mucio Marques Professora na Universidade Estadual de Maringá
  • Joyce Menezes da Fonseca Tonin Professora na Universidade Estadual de Maringá
Palavras-chave: Motivos da reprovação, Desempenho acadêmico, Contabilidade de Custos.

Resumo

O presente artigo tem por objetivo identificar os possíveis motivos do alto índice de reprovação na disciplina de Contabilidade de Custos oferecida aos alunos do curso de graduação em Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Maringá (UEM), representando uma média de reprovação de 42% em relação ao período de 2008 a 2013. Utilizou-se como técnica de coleta de dados questionários com questões abertas e fechadas e, quanto à estratégia de pesquisa, utilizou-se para a tabulação e análise dos dados obtidos nas questões abertas o Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). O percentual referente aos alunos que reprovaram por nota e os alunos que reprovaram por falta são, respectivamente, de 16% e 27%. Desta forma, para uma tentativa de análise parcial sobre os alunos reprovados por nota, utilizou-se da variável ansiedade, que apresentou um percentual de percepção por parte dos alunos de, aproximadamente, 60% da amostra, a partir da abordagem da Psicologia Cognitiva baseada na Teoria do Processamento da Informação. E, para a análise parcial sobre os alunos reprovados por falta, utilizou-se da variável falta de dedicação e desinteresse, que apresentou um percentual de percepção por parte dos alunos de 47% da amostra, utilizando para fundamentação a Teoria da Procrastinação.

Biografia do Autor

Iasmini Magnes Turci Borges
Mestranda em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual de Maringá
Aline Santos
Mestranda em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual de Maringá
Katia Abbas, Professora da Universidade Estadual de Maringá
Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina.
Kelly Cristina Mucio Marques, Professora na Universidade Estadual de Maringá
Doutora em Controladoria e Contabilidade pela FEA-USP.
Joyce Menezes da Fonseca Tonin, Professora na Universidade Estadual de Maringá
Mestra Contabilidade pela Universidade Federal do Paraná.

Referências

Ackerman, D. S., Gross, B. L. (2005). My instructor made me do it: task characteristics of procrastination. Journal of Marketing Education, 27(1), pp. 5-13.

Alexander, E. S., Onwuegbuzie, A. J. (2007). Academic procrastination and the role of hope as a coping strategy. Personality and Individual Differences, 42(7), pp. 1301–1310.

Beck, B. L., Koons, S. R. & Milgrim, D. L. (2000). Correlates and consequences of behavioral procrastination: the effects of academic self-esteem and self-handicapping. Journal of Social Behavior and Personality,15(5), pp. 3–13.

Benjamin, M., McKeachie, W. J., Lin, Y. & Holinger, D. P. (1981). Test anxiety: deficits in information processing. Journal of Education Psychology, 73(6), pp. 816-824.

Borralha, S. da. (2012) Ansiedade em situações de avaliação. O portal dos psicólogos. Disponível em: <http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0648.pdf>. Recuperado em 9/7/2014.

Brownlow, S. & Reasinger, R. D. (2000). Putting off until tomorrow what is better done today: academic procrastination as a function of motivation toward college work. Journal of Social Behavior and Personality, 15(5), pp. 15–34.

Burns, L. R., Dittmann, K., Nguyen, N.-L. & Mitchelson, J. K. (2000). Academic procrastination, perfectionism, and control: associations with vigilant and avoidant coping. Journal of Social Behavior and Personality, 15(5), pp. 35–46.

Conceiçao, J. P. O. DA. (2011). Personalidade e procrastinaçao em estudantes universitários. Dissertaçao de Mestrado - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias - Lisboa: Portugal.

Costa, E. R. & Boruchovitch, E. (2004). Compreendendo relações entre estratégias de aprendizagem e a ansiedade de alunos do ensino fundamental de Campinas. Psicologia: Reflexão e Crítica, 17(1), pp. 15–24.

Culler, R. E. & Holahan, C. (1980). Test anxiety and academic performance: the effects of study-related behaviors. Journal of Educational Psychology, 72(1), pp. 16-20.

Enumo, S. R. F. & Kerbauy, R. R. (1999). Procrastinação: descriçao de comportamentos de estudantes e transeuntes de uma capital brasileira. Resvista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 1(2), pp. 125–133.

Fee, R. L. & Tangney, J. P. (2000). Procrastination: A Means of avoiding shame or guilt? Journal of Social Behavior and Personality, 15(5), pp. 167–184.

Fontes, J. J. O. (2012). Procrastinação: classificação dos hábitos de procrastinação digital no ambiente académico de uma turma do 1o ano de Design e criação de método curricular pedagógico autorregular da aprendizagem. Dissertaçao de Mestrado - Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto - Porto: Portugal.

Garzella, F. A. C. (2013). A disciplina de cálculo I: análise das relações entre as práticas pedagógicas do professor e seus impactos nos alunos. Tese de Doutorado - Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação. Campinas, São Paulo-SP. Brasil.

Hipólito, O. (2011). País perde 9 bolhões com evasão no ensino superior. Recuperado em 04 agosto, 2014 de http://g1.globo.com/educacao/noticia/2011/02/pais-perde-r-9-bilhoes-com-evasao-no-ensino-superior-diz-pesquisador.html.

Howell, A. J., Watson, D. C., Powell, R. A. & Buro, K. (2006). Academic procrastination: The pattern and correlates of behavioural postponement. Personality and Individual Differences, 40(8), pp. 1519–1530.

Jackson, T., Weiss, K. E. & Lundquist, J. J. (2000). Does procrastination mediate the relationship between optimism and subsequent stress? Journal of Social Behavior and Personality, 15(5), pp. 203–212.

José, A. B. & Silva, R. (1989). O Problema da Ansiedade nas provas: perspectivas contemporâneas. Revista Semina, 10(3), pp. 190–195.

Kağan, M., Çakir, O., İlhan, T. & Kandemir, M. (2010). The explanation of the academic procrastination behaviour of university students with perfectionism, obsessive – compulsive and five factor personality traits. Procedia - Social and Behavioral Sciences, 2(2), pp. 2121–2125.

Henneberry, J. K. (1976). Initial progress rates as related to performance in a personalized system of instruction. Teaching of Psychology, 3, pp. 178–181.

Klassen, R. M., Krawchuk, L. L. & Rajani, S. (2008). Academic procrastination of undergraduates: low self-efficacy to self-regulate predicts higher levels of procrastination. Contemporary Educational Psychology, 33(4), pp. 915–931.

Knaus, W. J. (2000). Procrastination, blame, and change. Journal of Social Behavior and Personality, 15(5), pp. 153–166.

Lefèvre, F. & Lefèvre, A. M. C. (2005). Discurso do sujeito coletivo: um novo enfoque em pesquisa qualitativa (desdobramentos). 2ª ed. Caxias do Sul, RS: Educs.

Lefèvre, F., Lefèvre, A. M. C. & Marques, M. C. DA C. (2009). Discurso do sujeito coletivo, complexidade e auto-organização. Ciência e Saúde Coletiva, 14(4), pp. 1193–1204.

Lloyd, K. E. & Knutzen, N. J. (1969). A self-paced programmed undergraduate course in the experimental analysis of behavior. Journal of Applied Behavior Analysis, 2(2), pp. 125–133.

Mattar, F. N. (2001). Pesquisa de marketing: uma orientaçao aplicada. 3ª ed. São Paulo: Atlas.

Martins, G. A. & Theóphilo, C. R. (2007). Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. São Paulo: Atlas.

Meyer, C. L. (2000). Academic Procrastination and self- handicapping: gender differences in response to noncontingent feedback. Journal of Social Behavior and Personality, 15(5), pp. 87–102.

Michaelis, on line. Recuperado em 05 agosto, 2014 de http://www. http://michaelis.uol.com.br/.

Odaci, H. (2011). Academic self-efficacy and academic procrastination as predictors of problematic internet use in university students. Computers & Education, 57(1), pp. 1109–1113.

Onwuegbuzie, A. J. (2000). Academic procrastinators and perfectionistic tendencies among graduate students. Journal of Social Behavior and Personality, 15(5), pp. 103–109.

Owens, A. M. & Newbegin, I. (2000). Academic procrastination of adolescents in english and mathematics: gender and personality variations. Journal of Social Behavior and Personality, 15(5), pp. 111–124.

Pychyl, T. A., Lee, J. M. & Blunt, A. (2000). Five days of emotion: an experience sampling study of undergraduate student procrastination. Journal of Social Behavior and Personality, 15(5), pp. 239–254.

Resolução do Conselho Universitário nº 07, 1972. Universidade Estadual de Maringá [UEM].

Ribeiro, F., Avelino, B. C., Colauto, R. D., Casa Nova, S. P. C. (2014). Comportamento procrastinador e desempenho acadêmico de estudantes do curso de Ciências Contábeis. Anais VIII Congresso Anpcont. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Rissi, M. C. & Marcondes, M. A. S. (2011). Estudo sobre a reprovação e retenção nos cursos de graduação: 2009. UEL. Londrina, PR, Brasil.

Rotenstein, A., Davis, H. Z. & Tatum, L. (2009). Early birds versus just-in-timers: the effect of procrastination on academic performance of accounting students. Journal of Accounting Education, 27(4), pp. 223–232.

Sampaio, R. K. N. & Bariani, I. C. D. (2011). Procrastinaçao acadêmica: um estudo exploratório. Estudos Interdisciplinares dem Psicologia, 2(2), pp. 242–262.

Schwartz, G. E. (1976). What is doing the teaching in PSI courses. In L. E. Fraley & E. A. Vargas (Eds.), Behavior research and technology in higher education. Gainesville, FL: Society for Behavioral Technology and Engineering, University of

Florida. pp. 35–40

Semb, G., Glick, D.M., & Spencer, R.E. (1977). Programmatic research: An analysis of student withdrawals in behavioral systems of instruction. In: Fourth national conference on behavior research and technology in higher education, Pittsburg, September 30–October 1.

Silva, R. R. C. M., Mainier, F. B. & Passos, F. B. A (2006). Contribuição da disciplina de introdução à engenharia química no diagnóstico da evasão. Ensaio: avaliaçao e política públicas em Educaçao, 14(51), pp. 261–277.

Silva Filho, R. L. L., Motejunas, P. R., Hipólito, O. & Lobo, M. B. C. M. (2007). A evasão no ensino superior brasileiro. Cadernos de Pesquisa, 37(132), pp. 641-659.

Specter, M. H. & Ferrari, J. R. (2000). Time orientations of procrastinators: focusing on the past, present, or future? Journal of Social Behavior and Personality, 15(5), pp. 197–202.

Solomon, L. J. & Rothblum, E. D. (1984). Academic procrtastination: frequency and cognitive-behavioral correlates. Journal of Counseling Psychology, 31(4), pp. 503-509.

Vieira, C. & Cristóvão, D. (2009). Contributos para um diagnóstico do insucesso escolar no ensino superior: a experiência da Universidade de Évora. Cadernos PRPQI, n.º 10.

Wigfield, A. & Eccles, J. S. (1989). Test anxiety in elementary and secondary school students. Educational Psychologist, 24(2), pp. 159–183.

Wine, J. (1971). Test anxiety and direction of attention. Psychological Bulletin, 76(2), pp. 92-104.

Publicado
24-12-2014
Como Citar
Borges, I. M. T., Santos, A., Abbas, K., Marques, K. C. M., & Tonin, J. M. da F. (2014). Reprovação expressiva na disciplina de contabilidade de custos: quais os possíveis motivos?. Revista De Educação E Pesquisa Em Contabilidade (REPeC), 8(4). https://doi.org/10.17524/repec.v8i4.1201
Seção
Artigos